‘Irmãos Necrófilos’, os serial killers brasileiros que escaparam de cerco da polícia por um ano

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    • André Bernardo
    • Do Rio de Janeiro para a BBC News Brasil
    Cena do filme Macabro (2019)
    Cena do filme Macabro (2019), inspirado na história real dos irmãos Ibraim e Pedro Henrique de Oliveira

    “Uma experiência muito ruim e dolorosa”. É assim que o coronel reformado da PM, Celso Novaes, descreve a operação de busca e captura dos irmãos Ibraim e Pedro Henrique de Oliveira, de 19 e 21 anos, respectivamente.

    A caçada policial teve início no dia 27 de fevereiro de 1995, quando o casal João Carlos Maria da Rocha, de 30 anos, e Elizete Ferreira Lima, de 39, foi atacado enquanto tomava banho em uma cachoeira de Janela das Andorinhas, na zona rural de Nova Friburgo, e chegou ao fim em 16 de dezembro daquele ano, quando Ibraim foi morto a tiros por um capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

    Por manterem relações sexuais com os cadáveres de suas vítimas, ficaram conhecidos como os “Irmãos Necrófilos” – a necrofilia caracteriza-se pela excitação sexual decorrente da visão ou de um contato com um cadáver.

    “Por várias noites, fiquei acordado, sem conseguir dormir. Ficava debruçado na janela, pensando no que eu tinha que fazer para prender aqueles dois. A gente não via luz no fim do túnel. Só desespero!”, recorda Novaes, então comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Nova Friburgo, na região serrana do Rio.

    Filhos de um casal de lavradores, Brás e Maria Luiza Soares de Oliveira, Ibraim e Henrique nasceram e cresceram na área rural da serra fluminense. Tinham mais dois irmãos: Jaílton, de 17 anos, e Márcia, a caçula, de 16. Nenhum dos quatro aprendeu a ler ou a escrever.

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