Caiado diz que PMs filmados agredindo advogado excederam às regras isso está nítido ali no video’

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    Segundo o governador, a Polícia Militar já tomou as providências necessárias para poder averiguar “não apenas aquele caso específico, como qualquer outro que venha a acontecer”

     22/07/2021 13:57

    O governador Ronaldo Caiado disse nesta quinta-feira (22/7) que os policiais militares filmados dando vários socos no advogado Orcelio Ferreira Silvério Junior, ontem em Goiânia, ultrapassaram as regras de abordagem da Polícia Militar. O governador garantiu que o caso está sendo apurado.

    “As pessoas que extrapolam aquelas determinações da polícia, vocês sabem que nós não admitimos. Não tenho dúvida, isso está nítido ali, tanto é que o nosso comandante da PM já tomou as atitudes”, disse Caiado, durante coletiva de lançamento dos protocolos de retorno das aulas presenciais nas escolas da rede estadual.

    Orcelio Ferreira Silvério, pai do advogado, disse que o filho chegou a desmaiar e a voltar dos desmaios por três vezes. As imagens mostram que um PM chega a imobilizar o advogado apertando o pescoço dele com as pernas. Ainda ontem à noite a PM divulgou nota informando o afastamento dos policiais das atividades externas.

    Segundo o governador, a PM já tomou as providências necessárias para poder averiguar “não apenas aquele caso específico, como qualquer outro que venha a acontecer”.

    “Ninguém aqui aceita quem quer que seja extrapolar os seus limites, é pra isso que nós seguimos protocolos, e a Polícia Militar de Goiás é reconhecida como uma polícia referência nacional”, falou.

    “Esses excessos não serão admitidos de maneira alguma, nem pelo governador, nem pelo comando da PM, nem pelo secretário de Segurança Pública”, reforçou Caiado.

    Relembre

    O advogado Orcelio Ferreira Silverio Júnior, foi  agredido durante uma ocorrência policial, em frente ao Camelódromo da Praça da Bíblica, em Goiânia, na última quarta-feira, 21. Um vídeo que circula nas redes socais mostra que o advogado leva uma série de socos, tapas e chutes de um policial do Grupamento de Intervenção Rápida Ostensiva (GIRO), enquanto era segurado por outros agentes.

    Segundo relatos do advogado, ele teria tentando defender um flanelinha de ameaças e violências por partes dos policiais. Além disso, ele relata que sofreu tortura também na delegacia de Polícia e que foi agredido  ainda no pátio e durante a triagem policial.

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