Saúde e Educação assinam portaria para retorno às salas de aula

    0
    231
    Criança levanta a mão ao lado de outros alunos em sala de aula da escola Thomaz Rodrigues Alckmin, no primeiro dia de retorno das escolas do estado de São Paulo para atividades extracurriculares em meio ao surto de coronavírus (COVID-19) em São Paulo, Brasil Outubro 7, 2020. REUTERS / Amanda Perobelli
    Por Silas José as 08h00 05/08/2021

    Aulas presenciais começam nesta semana em várias cidades do país

    Com previsão de retorno das aulas presenciais em todas as unidades da federação neste segundo semestre do ano, os Ministérios da Saúde e Educação assinaram, nesta quarta-feira, uma portaria conjunta com diretrizes gerais para o retorno seguro à sala de aula. A portaria traz os protocolos de biossegurança já estabelecidos pelos ministérios, como trocar a máscara de pano a cada três horas e manter distanciamento de pelo menos um metro.

    Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já foram distribuídas vacinas suficientes para imunizar, ao menos com a primeira dose, todos os professores do ensino básico.

    O ministro da Saúde ressaltou que em julho houve uma queda de 40% no número de casos e óbitos pelo novo coronavírus. O Brasil chegou, nessa terça-feira, pela primeira vez desde janeiro, a uma média móvel de óbitos abaixo dos mil casos diários.

    Um levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Educação mostra que 18 das 27 unidades da federação já retomaram as aulas presenciais na rede pública de forma híbrida, ou seja, mesclando o ensino presencial com o remoto. A expectativa é que até setembro os demais estados também iniciem o ensino presencial. Por outro lado, a rede particular já aplica o modelo híbrido em todo o país.

    Durante a assinatura da portaria, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, defendeu o retorno às aulas presenciais.

    Um levantamento da Unesco mostra que o Brasil ficou, ao todo, 57 semanas com as escolas fechadas, sendo um dos países que passou mais tempo sem aulas, ao lado do Chile, Bolívia e Estados Unidos. A França, por exemplo, ficou apenas 12 semanas sem aula. A Inglaterra ficou 27 semanas e a Alemanha 38 semanas com as escolas fechadas por causa da pandemia.

    DEIXE SEU COMENTÁRIO

    Enviar comentário!
    Digite seu nome completo