VENEZUELA VAI ENVIAR APOIO AO HAITI APÓS SISMO COM CENTENAS DE MORTOS

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    15/08/2021 Públicado por Gutemberg Basto as 08h00

    Vamos apoiar com tudo o que sabemos fazer na Proteção Civil e com tudo que podemos”, anunciou Nicolás Maduro, durante um evento de campanha com o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), citado pela agência de notícias espanhola, Efe.

    O Presidente venezuelano expressou a sua solidariedade e reiterou o pedido à sua ministro do Interior, Carmen Meléndez, para que coordene “a todos os níveis” o apoio a enviar ao Haiti, que este sábado foi atingido por um sismo considerado um dos 10 mais letais dos últimos 25 anos na América Latina.

    O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, já tinha avançado, em comunicado, que o país estava atento e disponível para prestar assistência humanitária ao Haiti e contribuir para “superar este lamentável e doloroso acontecimento”.

    O sismo de magnitude 7,2 na escala Richter devastou, em especial o sul do país, deixou pelo menos 304 mortos e extensos danos materiais, agravando a já difícil situação do empobrecido país caribenho, também atingido pela pandemia de covid-19.

    O terramoto foi registado às 08:29, (13:29 em Lisboa), a cerca de 12 quilómetros da cidade de Saint-Louis du Sud, com epicentro de 10 quilómetros de profundidade, tendo sido sentido também na República Dominicana e em Cuba, segundo o Instituto de Investigação Geológica norte-americano (USGS, na sigla em inglês).

    O USGS, que chegou a emitir um alerta de tsunami que foi posteriormente cancelado, atribuiu ao terramoto um alerta vermelho em sua escala de danos humanos, o que significa que poderá haver “um grande número de vítimas e é provável que o desastre afeta uma área extensa “, indicou na sua página na internet.

    Após o terramoto, ocorreram cinco tremores secundários, incluindo um de magnitude 5,2 a 17 quilómetros da cidade de Chantal, também com epicentro de 10 quilómetros de profundidade.

    O primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, decretou o estado de emergência durante um mês, tendo pedido uma “solidariedade estruturada” para assegurar que a resposta seja coordenada de modo a evitar a confusão que se seguiu ao terramoto de 2010, altura em que as autoridades contabilizaram mais de 200 mil mortes.

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