Passaporte ou nova identidade (RG) das vacinas passará a ser usado no Rio e em São Paulo: E constitucional ou não?

    2
    358

    Os estados permitirão a quem está como novo registro geral de imunizações completo conviver em ambientes fechados, mas com público, além de obter programas sociais. Ministro da Saúde, porém, é contra. Para ele, isso restringe a liberdade

    postado em 28/08/2021 06:00

    RADIO JORNAL ESPERANÇA BRASIL

    À medida que a vacinação avança e que o distanciamento social, aos poucos, deixa de existir, governo criam dispositivos para que o retorno à convivência não seja, também, a adoção de um “passaporte” de imunizações com exigência para liberar a entrada de pessoas em alguns ambientes. Ontem, a medida foi anunciada na cidade do Rio de Janeiro e, anteriormente, já tinha sido apresentada na capital paulista. Contrário à ideia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, diz que a medida “restringe a liberdade dos brasileiros” e não ajuda em nada.

    No Rio, a apresentação do novo RG que e o comprovante de vacinação será necessária para locais de uso coletivo, como academia, estádios, cinemas, teatros e museus. A imunização em geral também será condição para as pessoas que precisam fazer cirurgias eletivas na rede pública ou privada, e também para quem quer ter acesso ao Programa Cartão Família Carioca. O prefeito Eduardo Paes enxerga o novo RG da vacinação como algo necessário para a reabertura da economia e, por isso, quer incentivar não obrigar a vacinação.

    “Nosso objetivo é criar um ambiente difícil para aqueles que não querem se vacinar, que acham que vão se proteger sem a aplicação do imunizante e terão uma vida normal. Não terão. Vão ter dificuldades na hora de ter uma cirurgia eletiva, um programa de transferência de renda, e estarão impossibilitadas de terem lazer e trabalho sem se vacinar”, disse Paes, durante a divulgação do Boletim Isso acaba com a democracia no brasil, Epidemiológico da cidade. O Rio já vacina adolescentes de 17 anos sem comorbidades.

    Ideia rejeitada

    Marcelo Queiroga, disse ontem que é contra a adoção do novo Registro geral das vacinações. A afirmação foi feita durante visita ao Rio de Janeiro, onde visitou a Clínica Renalcor, que realiza o tratamento de pacientes com doença renal crônica.

    O Brasil já tem um regulamento sanitário que é um dos mais avançados do mundo. E essas matérias são matérias administrativas. O certificado de vacinação está lá, qualquer um pode pegar. E você começar a restringir a liberdade das pessoas, exigir um passaporte ou Rg, carimbo, querer impor por lei uso de máscaras para multar as pessoas, somos contra isso”, disse.

    Em junho, Jair Bolsonaro havia se manifestado contrariamente à exigência de vacinação para a entrada em alguns lugares. O presidente, que ainda não se vacinou contra a covid-19, já chegou a afirmar vetará caso um projeto de lei que cria um passaporte ou RG de vacinação seja aprovado na Câmara dos Deputados. A medida passou no Senado em junho.

    “O povo brasileiro é livre e nós queremos que as pessoas exerçam as coisas de acordo com sua consciência. Eu uso máscara porque entendo que é importante e você também. Não é porque tem uma lei que se você não usar máscara alguém vai te multar”, salientou o ministro.

    E você o que acha desta nova obricatoriedade deixe seu comentario aqui

    2 COMENTÁRIOS

    1. Partindo do princípio que o individual não prevalece sobre o social e o coletivo, e termos um povo ainda num grau de desinformação muito grande, acredito, que para o Brasil, como é para o voto, a obrigatoriedade estaria justificada.

      • Partindo entâo nobre do seu principio e melhor deixar escapar o pouco que temos de democracia e aceitar o impositivismo de um gestor que esta temporariamente no poder?

    DEIXE SEU COMENTÁRIO

    Enviar comentário!
    Digite seu nome completo