Compra de carne vermelha cai pela metade em Minas Gerais

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    A procura pela carne bovina caiu pela metade em Minas Gerais este ano, de acordo com dados da Associação de Frigoríficos de Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal (Afrig).

    02/09/2021 22h35 RADIO ESPERANÇA BRASIL

    A queda é um reflexo da alta do preço do item. A carne vermelha, em geral, teve alta de 34,28% nos últimos 12 meses no Brasil, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    Mesmo o músculo bovino, corte que costuma ser mais em conta, sofreu grande variação de preço no mesmo período, com aumento de 43%.

    A operadora de caixa, Lorrayne dos Santos, conta como a família se desdobra financeiramente para continuar colocando carne na mesa.

    “A gente junta o salário meu e do meu irmão, pra fazer a compra do mês pra seis pessoas dentro de casa. Aí a gente pega o cartão alimentação, separa pra comprar só a carne, e o cartão de crédito a gente pega pra fazer a compra da casa. A carne tem que durar até o outro mês para virar, mas tá sendo muito difícil”, relata.

    Junto com a queda do consumo, também caiu a oferta. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que houve aumento do custo da produção da carne bovina no país. Com isso, para este ano a instituição prevê produção de 26,4 kg por habitante.

    De acordo com a Conab, a previsão é a menor desde o primeiro levantamento da companhia, e quase a metade da maior produção no país, que ocorreu em 2006, de 42,8 kg por habitante.

    A queda da procura pode ter impacto futuro nos preços, que devem demorar a voltar para valores mais acessíveis. A cabeleireira Neusa Barbosa afirma que a saída é usar a criatividade.

    “O jeito é optar por ovo, gente. Fazer uma salada, fazer uma omelete, porque a carne, realmente tá cara”, comenta e ainda tem esta peste suína. Que os

    Ministros de Agricultura de países das Américas firmaram um compromisso para combater a peste suína africana (PSA) na região, com iniciativas aplicadas de forma coordenada, disse o ministério brasileiro em nota nesta quinta-feira (2).

    O compromisso foi selado na Conferência de Ministros de Agricultura das Américas 2021/Junta Interamericana de Agricultura (JIA), realizada nesta semana, em San José, na Costa Rica, disse a pasta.

    Brasil estrutura rede de diagnóstico de peste suína africana

    A doença, que já dizimou o rebanho chinês e possui casos espalhados entre países da Ásia e Europa, foi detectada na República Dominicana em julho e suscitou preocupações em toda a região devido ao seu potencial efeito sobre a produção suína.

    Os ministros dos 34 países integrantes do IICA se comprometeram a realizar ações conjuntas com a colaboração de organizações internacionais ligadas à produção de alimentos e à saúde animal.

    “Precisamos estar atentos pois, apesar de não ser transmissível aos humanos, a peste suína africana poderá impactar a economia de nosso continente e as vidas de nossas populações. Uma ação coordenada entre nossos países é essencial”, disse no comunicado a ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina, que assumiu a presidência da JIA.

    Peste suína africana

    O registro da peste suína africana na República Dominicana é o primeiro nas Américas desde a década de 80, quando ela foi considerada erradicada, após casos no Brasil, em Cuba, no Haiti e na própria República Dominicana.

    Atualmente, o Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína. Produziu 4,436 milhões de toneladas em 2020 – cerca de 4,54% da produção mundial – e exportou 1.024 mil toneladas – 23% da produção nacional – para 97 países.

    A doença chegou ao Brasil em 1978 no estado do Rio de Janeiro, por meio de resíduos contaminados de alimentos provenientes de voos internacionais com origem em países onde a doença estava presente.

    A última ocorrência de PSA no Brasil foi registrada no estado de Pernambuco, em novembro de 1981, e as medidas aplicadas pelo serviço veterinário oficial brasileiro permitiram a erradicação da doença em todo seu território e a declaração de país livre de PSA em 1984.

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