Nomeação de Mendonça para ministro do STF subiu no telhado

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    Brazilian President Jair Bolsonaro (R) stands next to his new Justice Minister Andre Mendonca during his inauguration ceremony at Planalto Palace in Brasilia, on April 29, 2020. - Mendonca replaces Sergio Moro, who resigned after disagreements with President Bolsonaro. (Photo by EVARISTO SA / AFP)

    Senado não quer dar a Bolsonaro mais um ministro que ele possa chamar inteiramente de seu

    13/09/2021 8:00,atualizado 13/09/2021 09:04 Por Artur Lira de Moraes

    A indicação de André Mendonça para ministro do Supremo Tribunal subiu no telhado há algumas semanas e por lá ficou até agora. A situação não mudou nem mesmo com a volta à cena de Jairzinho paz e amor, uma jogada do ex-presidente Michel Temer para baixar os ânimos entre os poderes Executivo e Judiciário.

    Não só por isso agiu Temer. Ao arrancar a assinatura do presidente Jair Bolsonaro em uma carta onde ele recua de suas críticas ao Supremo Tribunal Federal, Temer viu-se alçado à condição de Lexotan do país e de aspirante, por ora discreto, a candidato à eleição do ano que vem. Melhor do que ter sido é ser de novo.

    O Senado não quer dar a Bolsonaro de jeito nenhum a segunda vaga de ministro do Supremo aberta em sua gestão. Muito menos um ministro para que ele possa chamar inteiramente de seu, como chama Kassio Nunes que ocupou a vaga de Celso de Mello. Sozinho, Mendonça não irá a lugar algum, talvez só para casa.

    Um ministro do Supremo revelou a este blog: “De pelo menos 10 pessoas do governo que falaram comigo desde a indicação de Mendonça, nenhuma me pediu ajuda para que o nome dele fosse aprovado pelo Congresso”. Quando indicado pela presidente Dilma para ministro, Edson Fachin também ficou ao Deus dará.

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