O providencial sumiço de Augusto Aras

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    Chefe da PGR acompanha na sombra as dificuldades de André Mendonça no Senado

    Por Robson Bonin Atualizado em 17 set 2021, 12h08 – Publicado em 20 set 2021, 07h30

    Nesse processo de fritura de André Mendonça na CCJ do Senado, alguns interlocutores frequentes de Augusto Aras perceberam seu providencial sumiço.

    O chefe da PGR, que já sonhou em ser o escolhido de Jair Bolsonaro para o Supremo, observa de longe enquanto aliados tentam fazer a bola sobrar para ele, caso Mendonça não passe no Senado — o que é improvável.

    Aras era o nome defendido por políticos e integrantes do Judiciário, mas Bolsonaro preferiu cumprir sua promessa aos evangélicos.

    A Mesa Diretora do Senado enviou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a mensagem na qual o presidente Jair Bolsonaro oficializou a indicação do ex-advogado-geral da União André Mendonça para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Com o envio do documento, caberá ao colegiado, que é presidido pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), marcar a sabatina. Além de passar pela CCJ, Mendonça precisa ter o nome aprovado pelo plenário do Senado para tomar posse no STF.

    André Mendonça foi indicado para ocupar a vaga deixada pelo ministro Marco Aurélio, que se aposentou em julho deste ano. Já Augusto Aras sera reconduzido para a PGR com aprovação de

    55 votos a favor, 10 contrários e 1 abstenção, o Plenário do Senado aprovou, na noite desta terça-feira (24), a recondução de Augusto Aras para o cargo de Procurador-Geral da República. O Presidente da República será comunicado da decisão.

    Conversarei com Davi Alcolumbre, obviamente respeitando a autoridade dele como presidente da CCJ. Mas sempre faremos a ponderação do melhor caminho, o caminho de consenso, para podermos resolver essa questão — disse Pacheco.

    O presidente do Senado disse desconhecer o motivo pelo qual André Mendonça ainda não foi ouvido pela CCJ. Ele negou rumores segundo os quais a sabatina não ocorreu porque Davi Alcolumbre teria preferência por outro candidato à vaga no STF.

    Desconheço essa informação. As razões pelas quais ainda não foi feita a sabatina podem ser muitas, inclusive o fato de que isso exige o esforço concentrado e a presença [dos senadores] em Brasília. É algo complexo, é uma indicação para o STF. Há outras pendências também relativas ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público. Vamos fazer o arranjo necessário para resolver não só essa indicação, como outras tantas que estão pendentes — afirmou.

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