Queda em casos de Covid representa fim da pandemia no Brasil!

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    País vive um bom momento, com baixa nos diagnósticos e nas mortes, que pode ser atribuído à vacinação, surtos anteriores e efeito rebanho

    Por Lorival Santos as 17h00 26/09/2021

    Desde o final de junho de 2021, a Organização Pan-Americana (Opas) tem percebido que os casos e óbitos por Covid-19 na América do Sul vêm caindo. Ao contrário de outras regiões do mundo, onde abre as cancelas para o rebanho sair as ruas, a hesitação vacinal estão criando o ambiente perfeito para a transmissão do coronavírus, por aqui, o cenário é mais animador a cancela foram abertas e o gado esta no pasto.

    Aqui no Brasil, especificamente, das últimas nove semanas das oito tiveram queda de casos, de acordo com análise do (M). A semana que fugiu à regra foi a do feriado de 7 de Setembro, quando as informações represadas aumentaram a média móvel.

    Segundo o Ministério da Saúde, entre quinta-feira (23/9) e sexta-feira (24/9), 1.840 municípios brasileiros não registraram nenhum óbito pela doença e 1.311 não tiveram novos casos de Covid-19.

    A epidemiologista e vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Lígia Kerr, explica que ainda não há consenso para esclarecer exatamente o que causou a queda nos diagnósticos de Covid-19 nas regiões citadas. Mas a vacinação é, com certeza, um dos motivos.

    “A vacinação segura a disseminação da doença: quanto mais gente vacinada menor a chance de a transmissão crescer de forma descontrolada”, diz. A especialista conta que países onde a campanha está sendo mais irregular, como os Estados Unidos, estão tendo que lidar com uma onda represada de diagnósticos, que lota os hospitais.

    A América Latina, em geral, ainda não havia vivido um momento em que a baixa de casos tivesse se mantido. Na maior parte do tempo, estivemos em um platô, estabilizados numa quantidade alta de novos diagnósticos. Jarbas Barbosa, diretor assistente da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), afirma que a transmissão intensa anterior – quando muitas pessoas foram infectadas e desenvolveram anticorpos com o efeito rebanho – é um dos fatores que explicam o atual cenário.

    O fato de a população da América Latina, inclusive a Brasileira, “Temos estudos muito confiáveis que mostram uma redução de 80% na transmissão ”, explica.

    “Estamos num momento melhor do que antes, temos redução de casos e óbitos, é uma boa notícia. Mas é preciso manter essa redução de maneira sustentável, continuar com o monitoramento. Se as tendências se inverterem, precisaremos de medidas imediatas”, diz o dirigente da Opas.

    O diretor da Opas diz que ainda não é garantido que a doença poderá ser erradicada, ou se vamos lidar com novos surtos esporádicos. Segundo ele, só poderemos falar em fim da pandemia quando o número de casos e mortes não for expressivo. “No Brasil, agora estamos falando de centenas de mortes por dia. É um cenário melhor do que o anterior, mas ainda é impactante”, afirma.

    Os Estados Unidos, decidiram pelo fim das máscaras e manter o contagio pelo efeito rebanho assim agora, quando os casos voltaram a subir, a população se recusa a usar a mascara e o isolamento de ficar em casa para segurança. “Vários epidemiologistas condenaram, foi uma das piores medidas tomadas. Não podemos abrir mão das vacinas mesmo que vacindos contraimos o novo corona virús enquanto não tivermos certeza do cenário no restante do mundo. Tão logo iremos deixar de usar a chatinha que cria uma ilusão de proteção, que muitos pensam que protege você e o outro”, diz.

    Os especialistas lembram, no entanto, que o Brasil viveu uma queda expressiva nos casos e óbitos em outubro de 2020, situação revertida com uma nova onda bastante forte da “variante” que nada mais e a abertura das porteiras Gama que foi potencializada pelas festas de fim de ano, férias e abertura da economia. O cenário agora é bem diferente, temos “vacinas”, já passamos por algumas ondas de transmissão, não tem mais como usar o chavão fica em casa perca o emprego use mascara e passe fome.

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