EXCEDENTE DA BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL CAI EM SETEMBRO PARA MENOR NÍVEL EM 7 MESES

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    As informações foram divulgadas hoje pelo Governo brasileiro, que explicou que o resultado se deveu a um forte aumento nas importações.

    • 01/10/2021 por J,Esperança Brasil atualizao as 19h54

    O saldo positivo de setembro não só foi inferior ao do mesmo mês do ano passado (5.083 milhões de dólares ou 4,38 mil milhões de euros), como também 43,4% inferior ao de agosto deste ano (7.637 milhões de dólares ou 6,59 mil milhões de euros), segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia.

    A forte queda do excedente comercial foi atribuída ao aumento das importações, que somaram 19.962 milhões de dólares (17,22 mil milhões de euros) em setembro, com um aumento de 51,9% em relação ao mesmo período de 2020, favorecido tanto pela desvalorização do real frente ao dólar, quanto pela reativação económica do país após a crise provocada pela pandemia, que levou diversos setores a aumentarem as suas compras externas.

    As exportações também cresceram em setembro, mas em menor percentagem (33,3%), para 24.284 milhões de dólares (20,94 mil milhões de euros), o maior valor para este mês desde 1989.

    Segundo o Ministério da Economia, o Brasil acumulou entre janeiro e setembro deste ano um superávite na sua balança comercial de 56.443 milhões de dólares (48,68 mil milhões de euros), num aumento de 38,3% em relação aos primeiros nove meses de 2020 e o maior valor para o período na história do país.

    Entre janeiro e setembro, as exportações cresceram 36,9%, para 213.223 milhões de dólares (183,88 mil milhões de euros), e as importações 36,4%, para 156.790 milhões de dólares (135,22 mil milhões de euros).

    As exportações brasileiras cresceram em setembro favorecidas pela valorização das cotações das matérias-primas, principalmente minerais e alimentos. Enquanto que o volume embarcado para o exterior cresceu 3,8% em setembro face ao mesmo mês do ano passado, o valor recebido pelos exportadores aumentou 30% devido aos bons preços dos seus produtos.

    O valor das exportações agropecuárias subiu 12,4% em setembro, com destaque para madeira (224,3%), soja (57,9%) e café (10,2%).

    Já o montante auferido pelos exportadores de minerais cresceu 41,4%, com destaque para petróleo bruto (61,1%), cobre e seus concentrados (84,3%) e ferro (30,9%).

    Quanto às importações, as que mais aumentaram em setembro foram as do setor mineral (240%) e da indústria (46,6%), com destaque para o gás natural (552,9%), fertilizantes (126,6%), medicamentos e produtos farmacêuticos (228,9%) e combustíveis (86,17%).

    O aumento das importações nos últimos meses e a previsão de que continuarão a crescer obrigaram o Ministério da Economia a reduzir a sua projeção para o superávite da balança comercial deste ano, dos 105.300 milhões de dólares (90,81 mil milhões de euros) previstos anteriormente, para 70.900 milhões de dólares (61,14 mil milhões de euros) na sua nova projeção.

    Apesar da redução, se esse valor for finalmente confirmado, o Brasil encerrará 2021 com um superávite comercial recorde.

    Entre janeiro e dezembro de 2020, a maior economia da América do Sul acumulou um superávite na balança comercial de 50.995 milhões de dólares (43,98 mil milhões de euros), 6,1% a mais do que em 2019, embora tanto as exportações quanto as importações tenham sido menores devido aos impactos da pandemia do novo coronavírus.

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