FUNDO MONETARIO INTERNACIONAL (F.M.I) REDUZ PREVISÃO DE CRESCIMENTO PARA O BRASIL

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Para 2022, a revisão passou de uma estimativa de crescimento para o Brasil de 1,9% para 1,5%.

Por Reuters 12 out 2021 10h26

A economia brasileira começou a reativar-se em 2021 após contrair 8,1% em 2020.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro manteve-se estável no segundo trimestre, com queda de 0,1% face aos três primeiros meses, quando cresceu 5,2%, e manteve-se no patamar do final de 2019, antes da chegada da pandemia do novo coronavírus ao país.

O Fundo também elevou as suas projeções sobre a inflação no país sul-americano para uma subida de 9,9% neste ano contra previsão de 6,5% indicada na sua anterior estimativa para a inflação que foi divulgada em abril.

Em relação à inflação para 2022, o FMI projetou que os preços no país devem crescer 9,3%, expectativa superior aos 6,5% estimados há seis meses.

“Olhando à frente, a inflação (no mundo) deve atingir o pico nos últimos meses de 2021, devendo retornar aos níveis pré-pandemia até meados de 2022 tanto para economias avançadas quanto países dos mercados emergentes, e com riscos voltados para cima”, disse o FMI no relatório Perspectiva Econômica Global, destacando a necessidade de uma comunicação clara combinada com políticas fiscal e monetária adequadas para contextos específicos dos países.

De olho nas pressões inflacionárias no Brasil, o BC elevou a taxa básica de juros Selic a 7,25% ao ano em setembro, e indicou que irá avançar em “território contracionista” ao dar sequência ao seu agressivo ciclo de aperto monetário para domar uma inflação que tem se mostrado mais persistente e disseminada.

PIB

As projeções do FMI para a economia brasileira também pioraram. O crescimento do Produto Interno Bruto foi agora calculado em 9,2% este ano e em 5,5% em 2022, reduções respectivamente de 0,1 e 0,2 ponto percentual sobre a estimativa de julho, a última para o PIB.

Para o BC, a economia brasileira deverá apresentar um crescimento de 2,7% neste ano e de 1,1% para o próximo, contra estimativas do governo de 5,3% este ano e de 2,5% no ano que vem.

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