PAPA ADMITE ERROS DA EVANGELIZAÇÃO AO IMPOR UM ÚNICO MODELO CULTURAL

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Da redação do Jornal Esperança Brasil em Portugal 13/10/2021 ás 06:59

“Que a Bem-aventurada Virgem Maria, de que hoje recordamos as aparições em Fátima, nos guie pelo caminho da contínua conversão e penitência para ir ao encontro de Cristo, sol de justiça. Que a sua luz nos liberte de todo o mal e disperse as trevas deste mundo”, disse Francisco, no final da audiência pública semanal, citado pela página do Santuário de Fátima na Internet.

Segundo a mesma informação, na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, o papa convidou a que reforcem “o sentir e o viver com a Igreja, perseverando na reza diária do terço”.

Milhares de peregrinos estão hoje reunidos em Fátima, na peregrinação de outubro, que celebra a 6.ª Aparição de Nossa Senhora, com particular destaque para o chamado “Milagre do Sol”.

Esta é a última grande peregrinação aniversária de um ano pastoral ainda muito marcado pela pandemia.

Nas cerimónias estão a participar 48 grupos organizados, sendo 19 deles portugueses, das dioceses do Algarve, Aveiro, Beja, Bragança-Miranda, Coimbra, Évora, Lamego, Lisboa, Portalegre-Castelo Branco, Porto, Setúbal e Vila Real, informou o departamento de informação do Santuário de Fátima.

Os restantes grupos inscritos são oriundos de países estrangeiros, com destaque para a Itália, com oito grupos, a França, com cinco, e a Espanha, com três.

“No apelo à liberdade descobrimos o verdadeiro sentido da inculturação do Evangelho: poder anunciar a boa nova de Cristo Salvador, respeitando o que é bom e verdadeiro nas culturas”, disse Francisco durante a audiência.

O Papa reconheceu que “são muitas as tentações de querer impor o próprio modelo de vida como se fosse o mais evoluído e mais atraente”.

“Quantos erros se cometeram na história da evangelização para impor um único modelo cultural”, declarou.

“Às vezes, nem mesmo a violência foi renunciada para que prevalecessem os pontos de vista, até as guerras. Desse modo, a Igreja foi privada da riqueza de tantas expressões locais que carregam consigo todas as populações de tradição cultural”, reconheceu Francisco, assegurando que isso é “o oposto da liberdade cristã”.

Por outro lado, sublinhou que nestes momentos para os cristãos “é necessário adaptar a forma de comunicar a mensagem às línguas contemporâneas” para que o Evangelho seja anunciado.

“Se tentássemos falar de fé como o fazíamos nos séculos passados, correríamos o risco de não sermos compreendidos pelas novas gerações. A liberdade da fé cristã não indica uma visão estática da vida e da cultura, mas é dinâmica, uma visão dinâmica da tradição”, afirmou.

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