Empresária denuncia que perdeu olho após plástica em Goiás

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Alessandra Veiga, de 49 anos, perdeu visão do olho direito após procedimento para diminuir a pálpebra cidade de Minaçu em Goiás . “Vi meu olho morrer”

Thalys Alcântara

27/10/2021 12:09,atualizado 27/10/2021 12:54

A empresária Alessandra Veiga Lobo Collichio Ferreira, de 49 anos, mudou radicalmente depois que ela passou por uma cirurgia plástica e perdeu totalmente a visão do olho direito. Ela denunciou o erro médico para a Polícia Civil, que investiga o caso.

O procedimento para diminuir a pálpebra foi feito, em junho deste ano, com o médico amigo da família Ariano Melo, na clínica Visage, em Minaçu, no norte goiano. Assim que saiu da sala de cirurgia, Alessandra passou a sentir dores fortes na cabeça e dificuldades na visão.

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“Minha cabeça parecia que iria explodir. Quando olhei no espelho, vi meu olho morrendo na minha frente”

O profissional que fez a cirurgia teria dito que a situação seria normal e que a empresária voltaria a enxergar. As dores eram tão intensas, que Alessandra chegava a vomitar, conta ela.

Salvar o olho

No quarto dia após o procedimento, o esposo da empresária, Eduardo Augusto Ferreira, decidiu procurar um oftalmologista de Goiânia. Só de ver uma foto do olho de Alessandra, ele já teria sentenciado: “Corre para salvar o olho, porque a visão, ela já perdeu”.

A família viajou de madrugada para a capital, a 500 km de distância. A empresária começou a passar por um longo tratamento, com duas cirurgias e vários retornos ao especialista.

Sem especialidade

O médico que fez o procedimento, Ariano da Paz Melo, se diz da área de oftalmologia em sua página no Instagram. Mas ele não tem a especialidade em seu registro profissional. A vítima não sabia disso quando fez a cirurgia.

“Nunca imaginei que ia dar meu olho para uma pessoa que não tem especialidade. Meu olho era perfeito. Será que meu olho de repente foi deixando minha pele e derreteu?”, questiona a empresária.

Silêncio

A reportagem entrou em contato com a clínica Visage em Minaçu, mas o atendente disse que não vai passar informações ou contatos sobre o caso.

A Polícia Civil informou que os investigados estão sendo ouvidos e que perícias e documentos foram requeridos.

Já o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) afirmou, em nota, que não foi comunicado sobre a denúncia, mas que orienta a paciente a entrar em contato com o Conselho para formalizar a queixa e para que a conduta dos profissionais possa ser apurada.

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