Aparecida de Goiânia terá unidade do Cevam, anuncia presidente da entidade

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Carla Lacerda 21/11/2021 20:00

Aparecida de Goiânia terá uma unidade do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), unidade que atende mulheres em situação de violência na capital desde 1981. A informação é da presidente da instituição, jornalista Carla Monteiro. De acordo com ela, no final do primeiro mandato do atual prefeito Gustavo Mendanha, o Executivo municipal doou um terreno para o Cevam de 2.999,29 metros quadrados, no Centro de Aparecida.

A área construída será de 1.576,22 metros quadrados.  Para tirar a obra do papel, são necessários investimentos de R$ 850 mil, recursos que ainda precisam ser captados. A unidade terá a mesma capacidade de atendimento do Cevam da capital: 30 vagas para mulheres que pecisam de moradia fixa e outras 180 para aquelas que gostariam de participar de oficinas de capacitação, empoderamento e de ter acesso a serviços psicológicos e jurídicos.  

“Pretendemos colocar o projeto em andamento no ano que vem”, afirma a presidente do Cevam em entrevista ao JEB.

Primeiras reuniões realizadas no Cevam, em Goiânia, no início da década de 1980 (Foto: Arquivo)

O Centro de Valorização da Mulher surgiu em 1981, quando a compositora e cantora Eliane Gramont foi morta por seu ex-marido, o cantor de boleros Lindomar Castilho. O homem a assassinou motivado por ciúmes e teve que se retirar de uma apresentação que faria em Goiânia pelo protesto de um grupo realizado em frente ao Ginásio Rio Vermelho, no Centro da capital.

“Eliane Gramont não vai cantar hoje. Ela está morta”, diziam as mulheres, lideradas pela jornalista Consuelo Nasser. O grupo passou a se reunir semanalmente na sala de estar da também jornalista Linda Monteiro. Nas discussões, o cenário constrangedor e letal vivenciado pelas mulheres em Goiás.

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