JURISTA EVANGÉLICO INDICADO PELO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO AO STF COMPROMETE-SE COM O ESTADO LAICO

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Por minuto a minuto de Portugal

01/12/2021 ÁS 06:00

Mendonça, pastor evangélico da Igreja Presbiteriana e jurista de 48 anos — que atuou como Advogado-Geral da União e ministro da Justiça no atual Governo –, está hoje presente numa comissão do Senado brasileiro que deve examinar sua candidatura ao STF.

“Na vida, a Bíblia; no Supremo [STF], a Constituição”, declarou Mendonça perante os senadores que integram a Comissão de Constituição de Justiça da câmara alta do Congresso brasileiro num discurso inicial no qual se comprometeu com a “defesa do Estado laico” face às questões que a sua indicação tem levantado devido à sua fé religiosa.

As polémicas foram alimentadas pelo próprio Presidente brasileiro que, em 2019, o seu primeiro ano no poder, prometeu a bispos evangélicos que integram a sua base política nomear um juiz “terrivelmente evangélico” para o STF, alegando que se “o Estado é laico, o Presidente e o as pessoas são cristãs.”

Os evangélicos constituem uma parte importante da base de apoio de Bolsonaro, por isso, a condição de Mendonça como pastor gerou uma onda de suspeita e crítica na oposição.

Embora Bolsonaro tenha dito que Mendonça iniciaria as sessões do STF com “uma oração”, Mendonça negou que fará isto perante a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

“Estou empenhado na separação entre a Igreja e o Estado, sem privilégios para nenhum credo específico, e em garantir a plena liberdade religiosa a todos os cidadãos, mesmo aos que não a têm”, declarou Mendonça.

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