O valor da gasolina, como vai ficar o diesel e etanol com o ICMS zerado?

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Vamos entender o cenário dos combustíveis, sendo a gasolina, etanol e diesel com o ICMS zerado

em 05 dez 2021 8:5

De Ricardo Junior 

O ano de 2021 foi um ano extremamente atípico, além dos avanços da pandemia, a instabilidade econômica e alta exorbitante nos preços de produtos e serviço trouxe um impacto muito negativo para o cidadão.

Quando falamos em alta dos preços de produtos e serviços, não podemos deixar de mencionar a alta no valor dos combustíveis que acabou se tornando um dos vilões quanto a alta nos preços dos produtos, afinal, com o combustível mais caro, o frete fica mais caro e consequentemente um valor de operação mais alto reflete no preço agregado ao consumidor final.

Valor do combustível sem o ICMS

Um dos maiores debates que tivemos quanto ao preço dos combustíveis neste ano, foi relativo ao impacto do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no valor da gasolina, diesel e etanol.

Diante da alta no preço dos combustíveis e frente a um grande debate sobre seus impactos, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) optou por congelar a incisão do ICMS no preço do combustível.

A decisão do Confaz procura conter a disparada nos preços dos referidos produtos. Segundo o Conselho, a ideia é de colaborar com a manutenção dos preços nos valores vigentes.

Sendo assim, a decisão do Confaz que começou a vigorar no dia 1º de novembro terá uma duração de 90 dias e ocorrerá até o dia 31 de janeiro de 2022 em todos os estados incluindo o Distrito Federal.

Preço do combustível e o impacto do ICMS

Para os próximos dias em que a decisão do Confaz estiver em vigor, o preço dos combustíveis deve ter uma suavizada nos preços de maneira parcial a eventuais aumentos no preço dos combustíveis.

É preciso compreender que a alta do dólar frente a desvalorização do real tem um grande impacto sobre o valor dos combustíveis cobrados nos postos do país, principalmente ao se entender que os combustíveis do país são corrigidos acompanhando o mercado global.

Logo, o repasse do petróleo às refinarias ocorre conforme a variação e valorização do barril de petróleo no exterior, de modo que o preço da gasolina depende de uma variação do produto no mercado internacional.

Preço da gasolina deve baixar nos próximos dias

A Ativa Investimentos aponta que o preço da gasolina deve diminuir nos próximos dias, o motivo para isto está na queda no valor do petróleo. A estimativa de defasagem no preço da gasolina doméstica para internacional aponta um percentual com baixa de 5% no preço.

Como consequência a corretora acredita em uma possível redução no preço dos combustíveis nos próximos dias pela Petrobras.

“O potencial baixista é fruto da queda no preço do barril de petróleo internacional, sendo negociado próximo aos US$ 70 dólares nesta quinta. Em geral, o mercado e as commodities reagiram a incerteza trazida pela Ômicron com o temor de novas restrições e queda de demanda”, explica Guilherme Sousa, economista da Ativa.

O custo de vida nas Região Metropolitanas de todo o País subiu 3,93% em setembro. A alta nos preços dos combustíveis e da energia elétrica foi o principal fator impulsionador para o aumento do custo de vida nas capitas. A informação é do mais recente levantamento Custo de Vida por Classe Social (CVCS), indicador da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo dos Estados e São Paulo (FecomercioSP).

De acordo com os dados, nos últimos 12 meses, o Custo de Vida por Classe Social (CVCS) acumula alta de 18,27%, maior patamar desde fevereiro de 2019, quando a variação era de 15,98%.

A inflação está concentrada nos grupos de transportes, habitação e alimentação, responsáveis por 89,05 ponto porcentual na variação do mês. Esses itens são os que mais impactam o orçamento das famílias. “Além disso, há o repasse dos preços dos estabelecimentos, já que são produtos e serviços que geram efeitos negativos na cadeia produtiva, como é o caso dos combustíveis e da energia elétrica”, disse a entidade.

Casa e comida

No grupo de habitação, a alta ficou concentrada nos serviços, especialmente na energia elétrica residencial, com variação de 10,12%. Em 12 meses, a elevação chega perto dos 83%. O peso da inflação é mais significativo sobre o custo de vida das famílias das classes mais baixas: a variação mensal foi de 10,82% para a classe E, caindo pela metade para a A (9,41%).

O setor de alimentação e bebidas, que figurava entre as maiores influências, em setembro teve uma variação mais fraca – 0,39% -, ante 4,65% de agosto. As demais elevações ficaram por conta dos grupos de comunicação (3,89%), despesas pessoais (10,29%), artigos do lar (10,05%) e saúde (9,01%). No caminho inverso figuram vestuário, com retração nos preços de 40,08%, e educação, com recuo mensal de 0,06%. Assim vivem o prolateriado que sua suas roupas para ter um pouco de dignidade. Declara Henrique Duarte.

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