Retrospectiva 2021: quais políticos goianos mais se destacaram positiva ou negativamente

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Postado em: 22-12-2021 às 13h48
Por: Carlos Nathan Sampaio

O ano de 2021 chega ao fim como um ano de transição política, já que em 2020 foram realizadas as eleições para vereadores e prefeitos e, em 2022, escolhemos um novo presidente, novos deputados, senadores e governadores no Brasil. Em Goiás, somado à pandemia e problemas já recorrentes que são de competência dos governos Legislativos e Executivos, O Hoje escolheu 8 nomes de representantes do povo que mais se destacaram positivamente ou negativamente.

Para escolher o nome dos políticos a reportagem usou, como critérios, engajamento nas redes sociais, projetos apresentados, histórico político do ano, articulações, opinião pública, acessibilidade e facilidade em falar com o parlamentar ou sua equipe e, claro, popularidade. Confira a lista abaixo: 

Aava Santiago (PSDB)

Em seu primeiro mandato e com 32 anos, Aava aparece como uma das pessoas políticas que mais se engajou na luta pelo goianiense. Seu trabalho vai além de apresentar propostas e projetos, o que já é importante. A vereadora destina emendas para situações importantes e promove ações que atingem diretamente o cidadão, coisa que dificilmente vemos uma pessoa pública fazer. Aava também é membro da Comissão Mista e presidenta da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania.

Ronaldo Caiado (DEM/União Brasil)

Governador do Goiás, Caiado encerra seu terceiro ano de mandato tendo atuado como se espera frente à praticamente todas as áreas que necessitavam de melhorias no Estado. O político, antes senador por Goiás, assumiu o Estado com problemas econômicos graves e, de quebra, precisou lidar com uma pandemia arrebatadora. Neste ano, enquanto tentou – tenta – resolver a crise econômica, sancionou diversos programas sociais como auxílio aluguel, entregas de moradias a custo zero, auxílio na conta de água, entregou milhares de cartões do programa Mães de Goiás, programa social lançado em agosto de distribuição de renda que tem como objetivo atender cerca de 100 mil famílias em situação de vulnerabilidade. Além disso, o governador terminou e inaugurou diversos hospitais, escolas e valorizou a classe dos profissionais de segurança pública.

Elias Vaz (PSB)

O deputado federal goiano, neste ano, esteve entre as principais pautas de oposição de ações do Governo Federal. Onde o problema assumia anunciar, estava ali Elias Vaz para tentar impedir algo, que segundo ele, pudesse ser um problema para os brasileiros. Por exemplo, apenas em 2021, Elias ficou em cima do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e o acusou de impedir investigações sobre o governo federal ao travar Propostas de Fiscalização Financeira e Controle (PFCs). Além disso, o parlamentar ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para tentar sustar o ato do Congresso Nacional que escondeu de vez a autoria das emendas de relator-geral do chamado à época Orçamento Secreto.

Sabrina Garcez (PSD)

Experiente no Legislativo, Sabrina tem 32 anos e já está no segundo mandato. Seu nome aparece na lista por atualmente ser relatora da revisão do Plano Diretor de Goiânia na Comissão Mista e por participar ativamente das discussões sobre a matéria desde a legislatura passada quando o texto começou a tramitar. Além disso, Garcez compôs grupo de vereadores membros da Comissão Técnica responsável por analisar o Plano já na gestão de Rogério Cruz (Republicanos). A parlamentar também é relatora do Código Tributário, é vista como alguém articulada, de livre trânsito entre os colegas do Paço e da Câmara, além de ser uma das coordenadoras do projeto de eleição de Henrique Meirelles em Goiás nas eleições de 2022.

Major Vitor Hugo (PSL)

Deputado federal, Vitor Hugo esteve na base do presidente Jair Bolsonaro desde antes de ser eleito e segue, até então, como um de seus fiéis escudeiros. Nestes últimos anos, houve quem abandou o presidente e houve novos aliados, mas o Major esteve ali o tempo todo, defendendo as pautas do governo federal em prol do Brasil e do governo de Goiás, além de interesses pela continuidade política também, já que ele é um possível candidato de Bolsonaro ao governo de Goiás em 2022. Neste Ano, Major Vitor Hugo, reforçou ainda mais seu apoio ao presidente do Brasil.

Daniel Vilela (MDB)

O ano de 2021 foi um ano difícil e desafiador para o ex-deputado e agora presidente do MDB em Goiás, Daniel Vilela. Ele assumiu o partido em uma eleição polêmica entre emedebistas, mas que foi amenizada no final das contas, e também se tornou uma das figuras mais importantes da sigla no Estado, após a morte do ex-prefeito Íris Rezende em novembro e, claro, do próprio pai, Maguito Vilela, que morreu em janeiro, semanas após vencer a eleição para prefeito de Goiânia. Daniel foi um dos destaques políticos em Goiás, querendo ou não, também pelas fatalidades que fizeram com que os goianos perdessem nomes importantes neste ano.

Jorge Kajuru (Podemos)

Sempre polêmico e popular, Kajuru também ajudou a cobrar e observar as ações do governo federal e, junto a Elias, ingressou com a ação no STF para tentar sustar o ato do Congresso Nacional que escondeu de vez a autoria das emendas de relator-geral do Orçamento Secreto. Além disso, Kajuru costuma divulgar muita coisa sejam elas sobre ele mesmo ou de veículos e, como ele possui milhões de seguidores, consegue atingir um grande público, informando as pessoas, o que não deixa de ser ruim. 

Apesar disso, o senador encerra o ano com uma condenação sobre uma atitude nada louvável: foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por prática de conduta vedada durante as eleições de 2018. À época, Kajuru era vereador em Goiânia e usou a máquina de xerox da Câmara Municipal para imprimir 990 cópias de seu informe publicitário intitulado “Kajuru, diferente de todos, pré-candidato ao Senado, propostas por Goiás e pelo Brasil”.

Humberto Aidar (MDB)

Pelo menos um nome do Legislativo estadual está na lista, o que é uma pena, pois pelas pesquisas feitas não foi possível destacar outros deputados estaduais que atuaram muito de acordo com os critérios estabelecidos para esta matéria. Humberto Aidar, porém, esteve è frente de várias discussões importantes e, sem se envolver em brigados ou polêmicas desnecessárias, já que houveram muitas durante este ano. Além disso, o parlamentar, que já é veterano, assumiu a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação – biênio 2019-2021) e também foi escolhido vice-presidente do Conselho de Ética.

Aidar também foi relator da CPI dos Incentivos Fiscais que investigou possíveis irregularidades na concessão de incentivos fiscais no Estado de Goiás. A Comissão chegou ao fim um ano depois de ser instaurada com relatório de mais 500 páginas contendo dados e números acerca de fraudes e desvio de verba pública por meio de venda de crédito outorgado e falta de contrapartida das empresas beneficiadas com incentivos. Ao longo da CPI, foram aprovados dois projetos de sua autoria e sancionados pelo governo. Juntas, as duas leis geraram uma receita extra de cerca de R$ 220 milhões para os cofres do Estado.

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